• Fone 11 3862.0833
Reverter a Surdez Genética?

Reverter a Surdez Genética?

Um estudo publicado recentemente pela revista especializada Science Translational Medicine mostrou que um vírus pode reverter a surdez genética, restaurando parte da audição. Problemas no DNA são responsáveis por cerca de metade dos casos de perda de audição na infância.

A pesquisa, feita com camundongos, analisou os pelos minúsculos dentro do ouvido. São esses pelos que convertem os sons em sinais elétricos que são interpretados pelo cérebro. Contudo, algumas mutações no DNA podem fazer com que estes pelos não consigam criar o sinal elétrico, o que leva à surdez.

A equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça desenvolveu um vírus geneticamente modificado que infectou as células dos pelos do ouvido de camundongos que sofriam de “surdez profunda“. As cobaias não conseguiam escutar níveis de som de 115 decibéis.

Com as injeções do vírus modificado nos ouvidos, o estudo conseguiu corrigir uma mutação em um gene chamado TMC 1, que é o responsável por cerca de 6% dos casos de surdez hereditária. Assim, os animais tiveram uma “melhora considerável” na audição, passando a ouvir cerca de 85 decibéis – o equivalente ao ruído existente dentro de um carro em movimento. As cobaias também apresentaram alteração no comportamento em resposta a sons durante o período de 60 dias do estudo.

Agora, os pesquisadores querem provar que o efeito do tratamento é duradouro. Por enquanto, sabem que a terapia funciona por alguns meses.

A pesquisa ainda não está pronta para o início de testes clínicos em humanos, mas toda a equipe de cientistas está muito animada com os resultados obtidos. Apesar disso, em entrevista à BBC, Jeffrey Holt, um dos pesquisadores participantes do estudo e que trabalha no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, disse que também estão cautelosos. “Seria prematuro dizer que encontramos uma cura para a surdez genética. Mas em um futuro não tão distante este estudo poderia se transformar em um tratamento para este problema. Então, esta é uma descoberta importante”, acrescentou.

Fonte: @RextonBR

Deixe uma resposta